Que saudades tenho de abraçar… sentir alguém que nos abraça com tanta força, que se pendura no nosso pescoço, que encosta a cabeça no nosso ombro, fecha os olhos e diz… quero escutar o teu abraço… !
É sim deste abraço que tenho sentindo falta durante este período de confinamento: da família, dos amigos, das nossas crianças.
Depois destes meses à distância, como podemos despedir-nos deste ano letivo, dos amigos que vão embora se não for com abraços?
Por mais formas engraçadas que possam existir, o abraço nunca será substituível. Quando abraçamos, este é sentido no nosso olhar mesmo quando está quase tapado por uma máscara, no nosso toque confortante, no colo que acalma as nossas crianças, mostrando o nosso afeto, conforto e segurança.
Todos os dias deparamos com gestos das crianças, como se dissessem: “tive saudades tuas”, ou “estou aqui, não estás sozinho(a)”.
Como educadora de infância do Colégio Corte Real, considero fulcral, neste confinamento, a importância de ensinar as crianças a aprender abraçar de uma forma segura, sem colocar ninguém em risco. Todo o abraço tem o seu poder mágico. Expressamos os nossos sentimentos através deste gesto que nos une. Abraçamos ao ar livre, até mesmo as árvores que nos protegem, uma fonte de beleza e energia positiva, abraçamos em várias direções…com precaução e amor!
Paula Anes

